A Freguesia

Águas Livres

O termo de Aqueduto das Águas Livres, atribuído ao Aqueduto que abastecia a cidade de Lisboa, provém do facto de água circular livremente nas caleiras do aqueduto, movendo-se por ação da gravidade, uma vez que o monumento vai diminuindo progressivamente de cota, desde as nascentes, até Lisboa. Na segunda metade do século XIX, foram introduzidas no Aqueduto geral condutas de águas “ forçadas”, como então se designava as tubagens de águas que poderiam conduzir as águas através de diferentes cotas, desde que fossem sempre inferiores ao reservatório que as alimentava.


O Aqueduto abastecia-se de várias nascentes e aquedutos subsidiários, desde a zona da Caneças e Carenque, e atravessa todo o Município em direção a Lisboa, entrando na cidade pela Buraca. Tem segmentos subterrâneos e aéreos, de forma a manter um declive constante nas condutas de água, independentemente da topografia dos terrenos que atravessa. Fora de Lisboa, o troço mais monumental do aqueduto situa-se na Damaia, onde as caleiras correm em cima de 19 arcos, o maior dos quais com 18 metros de altura.


Definição de Limites:

Norte - Avenida Dom José I, Linha de Caminho-de-ferro, Rua das Fontainhas, Estrada Militar; Nascente - Limite de Concelho. Sul - IC19/A37; Poente - Avenida Conde Castro Guimarães.

Integra os aglomerados: Reboleira Sul, Damaia-de-Cima e Damaia-de-Baixo, Cova da Moura e Núcleo antigo da Buraca.


Nota Descritiva e Justificativa

Com cerca de 2,21Km2 compreende uma área de grande integração física e funcional onde se esbate a linha de fronteira entre a Reboleira Sul e a Damaia de Cima, para a qual em muito contribuíram as novas urbanizações que prolongando a malha existente, facilitaram a mobilidade interna e ao exterior e valorizaram a presença de equipamentos coletivos que outrora detinham uma posição periférica e que hoje são espaços estruturadores de vivência urbana (ES Azevedo Neves, etc.)

A Damaia de Baixo articula-se funcionalmente com a Damaia de Cima, sendo a estação de caminho-de-ferro e interface de transportes um fator de convergência de fluxos internos.

O Bairro da Cova da Moura, de construção ilegal, ocupa uma posição central neste território e é objeto de um plano de pormenor portador de um modelo de intervenção com capacidade de integrar a resolução dos problemas sociais, de melhoria das condições de vida dos residentes e simultaneamente transformar o bairro num espaço com qualidade urbana.

O Bairro da Buraca foi estruturado pelo eixo ferroviário, no entanto a articulação física e funcional é natural em todo este território e foi reforçada com a reformulação das infraestruturas viárias que promoveu fluxos inclusivamente os pedonais. Esta proximidade contudo, não obstou a que os centros de proximidade se tivessem afirmado com autonomia.

A contiguidade física e a acessibilidade a Lisboa também promove o relacionamento funcional com Benfica.

Pode afirmar-se que é um território permeável física e funcionalmente com o qual a população estabelece uma relação identitária.